Em várias cidades alemãs continuam a ser colocadas as „pedras de tropeço“, uma iniciativa do artista alemão Gunter Demnig para lembrar as vítimas do Holocausto.
Aqui morou“ – um ser humano, um nome, uma data de nascimento. E o seu destino: a data da sua deportação, geralmente para um campo de concentração. Na placa de bronze ajustada numa pedra da calçada.
„As pedras são colocadas diante dos últimos locais onde as vítimas do Holocausto residiram por vontade própria“.
“É no caminho diário de quem por aqui passa que se deve trazer à memória a tragédia que se viveu entre 1933 e 1945.” Porque as calçadas das ruas ninguém pode contornar. E lá estão elas, em tantas ruas, à frente de casas, ou lá onde antes havia casas, as pedrinhas de cor dourada, incorporadas no solo, marcam “aqui morou” alguém.
As primeiras pedras foram colocadas em Berlim, ainda que ilegalmente. Só mais tarde viria a luz verde para avançar. Depois foi a vez de Colónia e, desde 2000, o projecto flui. As pedras de tropeço custam 95 euros e são financiadas por doações e apadrinhamentos, normalmente por escolas ou associações. Hoje, elas podem ser vistas em cerca de 300 localidades na Alemanha, 11 na Áustria, 13 na Hungria e, desde o final de Novembro, na Holanda, o primeiro país a oeste da Alemanha a participar do projecto.
fonte: DW

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